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sábado, 20 de março de 2010

Atriz Bruna Cazuza e o seu olhar sobre O Vendedor

Os fragmentos do espetáculo são fortes e a linguagem é impactante,
No início como eu disse o sentimento q passa é uma agonia de querer saber o q há por trás dos gritos censurados, e o pior é saber q não só nas malas, mas em toda parte há gritos sendo silenciados... e finalmente quando a frase sai por inteiro “me arrancaram do ventre quente da minha mãe... etc” não me lembro bem o final da frase, mas sei q há uma comparação crítica com relação as injustiças que ocorrem na sociedade, apesar de não ser uma interpretação realista o seu contexto fala a maior parte do tempo da realidade só q de forma abstrata, vc deixa suas idéias de forma subentendida, não são informações prontas para alguém assistir como um mero receptor, exige reflexão, interpretação já q o silêncio, o corpo, o rosto e os atos também falam. Nas primeiras vezes q vc diz: “Me arrancaram do ventre...etc” Já pensei logo: é um aborto... e deu vontade de chorar. Mas conforme prossegue a cena da p/ perceber q trata-se do nascimento q assim como a morte tbm é uma perca...


Nessa hora lembrei do q vc me disse outro dia no msn: que quando nascemos já estamos morrendo de certa forma! Foi aí q compreendi a sua certeza da morte.
A sede por mudança é um ponto chave... e ao meu ver foi a parte q melhor se encaixou com vc, as dúvidas dos pontos, das vírgulas, das palavras, o q perguntar? Se eu nem sei mais o que eu quero saber? Acredito q todos nós vivemos em busca de algo que sacie a nossa sede do corpo, da alma, do espírito... e do coração! (preciso pegar umas digas com o guitarrista, adorei a sonoplastia, os efeitos, o coração batendo... enfim)
Falar de um processo de Construção, desconstrução, transformação ou deformação é muito complexo, porém as possibilidades de mudança existentes nesse processo nos fazem pensar em como seria se as pessoas mudassem, a sociedade, a humanidade, as culturas...etc
Só através dessa sede de Ser Melhor é q é possível entender o Processo de desconstruir para construir.
Por isso q optei trabalhar com a base, não q seja mais fácil... mas em uma criança pelo tempo vivido ser menor, é muito mais fácil desconstruir o q precisa ser mudado, em contra ponto trabalhar com adultos domesticados e acostumados com as imposições da sociedade, preconceituosos, alienados, cidadãos passivos e provoca-los para a mudança é um desafio bem maior! Mas já q a arte é sua aliada: o resultado virá e ainda q vc não consiga desconstruir tudo, vc ao menos os fez refletir e repensar a vida através dos seus meios, dos teus dons, do teu trabalho.
A única parte q não ficou clara pra mim foi a do vestido, deu a idéia de alegria, de sonho, mas não entendi muito bem... me explica...
Expressão corporal ta ótima... até eu acreditei q as malas estavam pesando toneladas rsrs...mesmo q na “realidade elas estejam vazias” o que importa é o q conseguimos enxergar através da arte.
Mas resumindo:
Não sei como foi esse seu processo até chegar nos fragmentos, também não sei o quanto vc teve q se desconstruir, mas a transformação do teu trabalho como ator é evidente, vc está intenso em cada fala... está por inteiro! Isso se chama crescimento...
Uma perguntinha... o cabelo fez parte da desconstrução?


 
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